Conservatório Brasileiro de Música

Inspirado pelas novas metodologias do ensino da Música, um grupo de professores de renomada influência no meio artístico musical do Rio de Janeiro da década de 30 decidiu fundar uma escola de Música que trabalhasse com ideias musicalmente livres, onde todos os professores seriam sócios, com os mesmos direitos e deveres.

A iniciativa era quase uma cooperativa de professores alicerçados e comprometidos com a qualidade do ensino e, principalmente, abertos às inovadoras propostas metodológicas.

Norteado por esses princípios, o compositor, maestro e intelectual brasileiro Oscar Lorenzo Fernandez fundou, em 1934, o então Conservatório de Música do Distrito Federal. Dois anos depois Oscar Lorenzo Fernandez deixa o cargo de Diretor-Presidente do Conservatório de Música do Distrito Federal para fundar, com seis de seus companheiros mais ilustres e notadamente idealistas, o Conservatório Nacional de Música, em 2 de abril de 1936, o que mais tarde passou a chamar-se Conservatório Brasileiro de Música.

Seus idealizadores foram: Oscar Lorenzo Fernandez, Antonietta de Souza, Amália Fernandez Conde, Ayres de Andrade, Rossini da Costa Freitas e Roberta de Souza Brito.

Marina Helena Lorenzo Fernandez Silva, filha do Oscar Lorenzo Fernandez, Cecilia Fernandez Conde, filha de Amália Fernandez Conde, e Nilda Luiz da Costa Freitas, casada com Rossini da Costa Freitas, futuramente, tornam-se diretoras, e, juntas, em 2002, transformam o CBM em Centro Universitário: única instituição de ensino superior de Música com esta titulação. Neste momento, além dos cursos tradicionais (instrumentos, composição, regência, musicoterapia, canto e licenciatura em música), novos cursos foram implementados em seu portfólio, tais como: música e tecnologia, guitarra, cordas dedilhadas, produção cultural e baixo elétrico.

Visando a continuidade do ensino da Música, o CBM abre o primeiro Mestrado (Stricto Sensu) em Música do Brasil. Paralelamente, abre-se os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu (em nível de Especialização).

Alguns anos após a fundação do Conservatório, as sucessoras dos primeiros idealizadores, fundaram a filial do Conservatório no bairro da tijuca, onde até hoje se trabalha o primeiro e segundo graus na música, musicalização e aulas para bebês. Consta também na filial tijuca a clínica social Ronaldo Millecco, que atende as crianças excepcionais, coordenada por professores de musicoterapia e alunos formados pelo próprio Conservatório Brasileiro de Música.

O CBM pode ser considerado um patrimônio cultural deste país pela sua permanência nestes 80 anos oferecendo novos rumos para a formação musical do ser humano em todas as suas fases: infância, juventude e idosos, além de abrir espaços artístico-culturais à comunidade musical da cidade do Rio de Janeiro. Vale ressaltar a relevante participação da Instituição em projetos que visam incentivar a Cultura e Educação. Dentre eles, podemos destacar o projeto Música na Escola (em parceria com a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro), Tocando a Vida, Festival de Música Contemporânea, dentre outros.


Em novembro de 2014, o CBM passa por nova transformação em sua sociedade mantenedora, que confia a reitoria ao Sr. Célio Murillo Menezes da Costa. Uma das ações desta nova reitoria foi expandir seu patrimônio institucional, ampliando através de novas unidades, implantadas na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A missão da instituição é:

"Promover, valorizar, divulgar e ampliar o ensino superior de Música em suas múltiplas interfaces, com destaques para: Práticas Interpretativas e Pós-Graduação. Ampliar os horizontes para ofertar novas modalidades de cursos superiores de outros campos do conhecimento amparado pela legislação educacional brasileira e por sua autonomia como Centro Universitário."

 

Por: Diêgo Conti

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